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Nicolas Vouilloz
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Nicolas Vouilloz
Nicolas Vouilloz nasceu em 1976. Conta-se que passou boa parte da infância em cima de motos e bikes BMX, o que talvez explique sua capacidade e sua conquistas. Apelidado de ET pelo “simplório” desempenho conquistando o campeonato mundial de Down Hill dez (DEZ!) vezes em onze participações. Algo bastante expressivo, ainda mais em um esporte com margens de erro micrométricas.
Resumidamente: o jovem Nico ganha, em 1991, o Campeonato Francês de DH de Cadetes. Em 92, 93 e 94 ganha Campeonato Mundial de DH de Juniores, muitas vezes com tempos que rivalizavam os dos Seniores. Nesta época, já tem também em seu currículo um Campeonato Europeu Junior e um Sênior, e uma Avalanche Cup. Todos os Campeonatos Mundiais de DH Seniores serão seus até 2002, falhando apenas em 2000, por culpa de um pneu furado.
Foram 10 Campeonatos Mundiais, 5 Taças do Mundo, 4 Campeonatos Europeus, 7 Campeonatos da frança, 2 Taças da França e 2 Avalanche Cup. Nada mal para 11 anos de competições de altíssimo nível. Em 2002, mesmo com uma lesão nas mãos, no meio da temporada, e dois meses de afastado das competições, ele consegue novamente.
Nico não atribuía seu sucesso à confiança, mas sim à capacidade de se questionar e por constantemente em dúvida tudo o que fazia. Isso e uma grande quantidade de trablho árduo. Nãodeixava nada ao acaso e prestava extrema atenção a todos os pormenores e, em especial, ao reconhecimento do traçado. Nico investia muito tempo nesta atividade, inventariando cada raiz e pedra, observando todos os pontos que sofreriam mudanças com a passagem dos pilotos, memorizando cada aspecto da pista. Em suas palavras, o reconhecimento “é quase uma cirurgia”. John Tomac (ex-ciclista) disse que “mais ninguém tem o mesmo nível de dedicação. Ele não é apenas sério nas corridas. Ele é sério o ano inteiro”.
Era possível ver o “ET” treinando e inspecionando a pista mesmo debaixo de chuva torrencial, três dias antes da competição, quando mais ninguém tinha sequer chegado. Todo esse esforço compensava. Ver este atleta passar deixava a impressão de que ele corria numa pista diferente da dos demais, tal a suavidade de pilotagem e a correção na escolha das linhas.
Depois de tudo isso, reinventando-se, Nico dedica-se à sua segunda paixão, competição em automóvel. Em 2006 e 2008 é campeão francês de Rally. O talento não é nada sem trabalho, mas se os dois se encontram, coisas magníficas acontecem.
Fonte: revista “On Bike” – Portugal – numero 020 – ano 03 – págs. 96 / 97
Resumidamente: o jovem Nico ganha, em 1991, o Campeonato Francês de DH de Cadetes. Em 92, 93 e 94 ganha Campeonato Mundial de DH de Juniores, muitas vezes com tempos que rivalizavam os dos Seniores. Nesta época, já tem também em seu currículo um Campeonato Europeu Junior e um Sênior, e uma Avalanche Cup. Todos os Campeonatos Mundiais de DH Seniores serão seus até 2002, falhando apenas em 2000, por culpa de um pneu furado.
Foram 10 Campeonatos Mundiais, 5 Taças do Mundo, 4 Campeonatos Europeus, 7 Campeonatos da frança, 2 Taças da França e 2 Avalanche Cup. Nada mal para 11 anos de competições de altíssimo nível. Em 2002, mesmo com uma lesão nas mãos, no meio da temporada, e dois meses de afastado das competições, ele consegue novamente.
Nico não atribuía seu sucesso à confiança, mas sim à capacidade de se questionar e por constantemente em dúvida tudo o que fazia. Isso e uma grande quantidade de trablho árduo. Nãodeixava nada ao acaso e prestava extrema atenção a todos os pormenores e, em especial, ao reconhecimento do traçado. Nico investia muito tempo nesta atividade, inventariando cada raiz e pedra, observando todos os pontos que sofreriam mudanças com a passagem dos pilotos, memorizando cada aspecto da pista. Em suas palavras, o reconhecimento “é quase uma cirurgia”. John Tomac (ex-ciclista) disse que “mais ninguém tem o mesmo nível de dedicação. Ele não é apenas sério nas corridas. Ele é sério o ano inteiro”.
Era possível ver o “ET” treinando e inspecionando a pista mesmo debaixo de chuva torrencial, três dias antes da competição, quando mais ninguém tinha sequer chegado. Todo esse esforço compensava. Ver este atleta passar deixava a impressão de que ele corria numa pista diferente da dos demais, tal a suavidade de pilotagem e a correção na escolha das linhas.
Depois de tudo isso, reinventando-se, Nico dedica-se à sua segunda paixão, competição em automóvel. Em 2006 e 2008 é campeão francês de Rally. O talento não é nada sem trabalho, mas se os dois se encontram, coisas magníficas acontecem.
Fonte: revista “On Bike” – Portugal – numero 020 – ano 03 – págs. 96 / 97
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